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Monday, November 11, 2013

Eden 2014 Annual Conference

The Eden 2014 Annual Conference will take place in Zagreb from 10 to 13 June. 



"Workplace-based training supported by ICT tools is part of the solution to reduce skill shortages and mismatches. E-learning has become a dominant delivery method in learning settings at work across various sectors and a wide range of company sizes. Its advantages may be many, including flexibility, cost and time savings, and new work habits and improved working climate. ICT-enhanced learning may improve organisational performance and lead to increased staff commitment and the generation of new ideas."

The 2013 Annual Conference Proceedings are available at the EDEN website.

Important Dates:
  • Paper Submission: 31 January 2014
  • Registration Open: mid-February 2014
  • Notification of Authors: 28 March 2014

Thursday, October 24, 2013

WorldCIST'14: Call for Papers

Call for papers for the 2014 World Conference on Information Systems and Technologies (WorldCIST'14) is a global forum for researchers and practitioners to present and discuss the most recent innovations, trends, results, experiences and concerns in the several perspectives of Information Systems and Technologies.


Main themes: 
  • Information and Knowledge Management (IKM); 
  • Organizational Models and Information Systems (OMIS); 
  • Intelligent and Decision Support Systems (IDSS); 
  • Software Systems, Architectures, Applications and Tools (SSAAT); 
  • Computer Networks, Mobility and Pervasive Systems (CNMPS); 
  • Human-Computer Interaction (HCI); 
  • Health Informatics (HIS); 
  • Information Technologies in Education (ITE).

Important Dates :
  • Paper Submission: November 15, 2013 
  • Notification of Acceptance: January 10, 2014  
  • Camera-ready Submission: January 19, 2014

Thursday, July 14, 2011

Gerações Culturais


É habitual a classificação de grupos etários (Boomers, Gamers, Geração X, Geração Y, nativos digitais, etc), consoante o período em que os indivíduos desses grupos nasceram e a forma como a sociedade e os acontecimentos verificados no mundo durante a sua infância e juventude os influenciaram. Os efeitos da evolução tecnológica influem  também nesta classificação em gerações culturais. São habituais as referências a estas gerações nas publicações na área da educação, em particular no que diz respeito ao uso das TIC no ensino.


Esta organização do conhecimento histórico, e a sua análise sociológica,  feita sob o conceito de geração, é habitual em países como os Estados Unidos. A classificação da  tabela acima organiza os grupos etários de acordo com contextos históricos relevantes neste país embora o fenómeno da globalização leve a que para as gerações mais recentes existam, à escala mundial, poucas diferenças culturais ou geográficas. A geração que se seguirá à actual, a geração Z, ainda não tem uma designação definida embora se aponte como hipótese a designação Generation Alpha (ou Generation A). Esta será a primeira geração constituída apenas por indivíduos nascidos no século XXI. Para designar esta geração, nascida a partir da década de 2010, são também propostos os nomes de Generation T (T de tablet) ou Generation App, (ver 'Generation Y' is Dead, Long Live 'Generation T'), realçando a importância dos novos equipamentos móveis com formas de interacção baseadas em gestos naturais.
 

Friday, July 01, 2011

Visitantes e Residentes Digitais

A classificação dos indivíduos em gerações é alvo de polémica não sendo consensual o verdadeiro significado e importância da sua aplicação (ver, por exemplo, Is There a Net Gener in the House? Dispelling a Mystification). No entanto, a sua utilização tem-se vindo a generalizar. Em particular, no que diz respeito à educação existe uma tendência geral para dividir os indivíduos entre aqueles que nasceram e cresceram antes da massificação do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), a cujo grupo pertencem grande parte dos educadores actuais, e aqueles que nasceram ou que passaram uma parte significativa da sua vida escolar num contexto de uso mais ou menos generalizado das TIC (onde encontra uma vasta maioria dos estudantes actuais). Os videojogos são considerados como uma parte dessa realidade tecnológica embora a exposição mais generalizada dos individuos aos videojogos (desde a década de 1960) seja anterior à exposição às TIC que teve maior expressão a partir da última década do século XX.

Para além desta classificação habitual em função do período de nascimento dos indivíduos, David White propôs em 2008 outra classificação em função do perfil de utilização da web, relacionada também com as diferentes formas de acesso. Nesta classificação, os utilizadores da Internet são classificados em visitantes e residentes

Um visitante é um utilizador de aplicações em linha, que pode mesmo fazê-lo com um nível de sofisticação elevado, mas que evita criar uma identidade digital, normalmente por questões de privacidade. Os utilizadores com este perfil, entra em linha, fazem o que têm a fazer e desligam-se de seguida, evitando deixar traços da sua passagem na web. Os visitantes, independentemente de apresentarem níveis de literacia digital elevados, não são utilizadores intensivos das aplicações típicas da Web 2.0, nem fazem parte de redes sociais simplesmente porque não sentem necessidade de o fazer. Para estes utilizadores a web é apenas uma colecção de ferramentas.

Os residentes, por sua vez, “vivem” em linha. O sensação de pertença a uma comunidade virtual é importante para este perfil de utilização, sendo em geral utilizadores de redes sociais e de aplicações de partilha de conteúdos. 

 

Mais do que uma questão de idade ou de competências no uso da tecnologia, a divisão entre estes grupos existe ao nível da motivação (“It’s not about academic or technical skills, it´s about culture and motivation”). Segundo White, a distinção entre nativos e imigrantes digitais de  Mark Prensky é vista essencialmente ao nível de um conflito de gerações (“older people just don’t understand this stuff”). Sendo os professores imigrantes digitais e os seus alunos nativos digitais gera-se nos primeiros o desconforto de não serem capazes de acompanhar a maior desenvoltura dos segundos no que ao uso da tecnologia diz respeito.

Na classificação proposta por David White, não existe uma fronteira clara entre visitantes e residentes mas sim um contínuo, ou seja, cada utilizador pode posicionar-se em diferentes pontos desse contínuo, mais “residente” ou mais “visitante”. Esse posicionamento pode ainda variar para o mesmo utilizador, em função do contexto: institucional ou não institucional. Assim, um mesmo indivíduo pode ser um residente quando usa aplicações em linha numa perspectiva institucional, em contexto profissional, e um visitante no que toca a uma utilização não institucional, no contexto da sua vida pessoal. Na perspectiva de White, a questão geracional pode colocar-se na forma como se encara a privacidade, sendo os indivíduos mais velhos mais relutantes em partilhar informação de carácter mais pessoal do que os indivíduos mais novos.

Tuesday, May 10, 2011

CISTI'2011


Destaque para a temática Tecnologias da Informação na Educação com links para posts relacionados publicados neste blogue: Digital Divide; e-Learning Methods and Case Studies; Mobile and Pervasive Technologies; Digital Games; Multi-user Virtual Environments; Informal Learning; New Classroom Technologies (PDAs, Interactive Witheboards, etc.); Personal Learning Environments; Visual Media (Videoconference; Digital Photography); e-Portfolios and Social Software (Wikis, Blogs, Podcasting, etc.).

Ver o programa da conferência com as apresentações previstas.

Thursday, May 05, 2011

Nativos Digitais: Existem?

A realidade de uma geração designada por "nativos digitais" (Mark Prensky) ou "net generation" (Don Tapscott), entre outras designações, já tem sido abordada aqui (Mitos sobre os Nativos Digitais, Ensinar as Gerações Futuras, Ensinar os Nativos Digitais e Net Generation). A designação "nativos digitais" tem vindo a popularizar-se o que, como é habitual, pode trazer alguma confusão sobre o significado e alcance do conceito. Prensky e Tapscott são muitas vezes acusados de formularem as suas teorias sobre a existência desta geração, com características diferentes das anteriores no que toca à literacia digital, de uma forma ligeira e sem fundamento empírico sólido.

Recentemente, Steve Wheeler, publicou no seu blogue Learning with 'e's, um post sobre esta polémica, relançando a dúvida sobre a forma de ensinar a geração que outros classificam como nativos digitais. A questão surge pelo facto de muitas vezes se estar a assumir que é necessário alterar os modelos pedagógicos para se adaptarem a uma geração que terá de aprender de uma forma muito diferente das anteriores.

O post de Wheeler refere a posição de Mark Bullen que questiona esta necessidade e põe em causa as características dos nativos digitais que os distinguem, em termos de aprendizagem, das outras gerações, os imigrantes digitais.

Numa tentativa de contrariar a falta de estudos empíricos que sustentam as opiniões que defendem a  existência de nativos digitais com características próprias no que diz respeito à aprendizagem, Bullen dirigiu um estudo que abrangeu estudantes do ensino superior (publicado em Digital Learners in Higher Education: Generation is Not the Issue). O estudo realizado considera os nativos digitais como os indivíduos nascidos após 1982. No trabalho de campo efectuado foram considerados estudantes de um instituição canadiana de ensino superior e de natureza politécnica. O corpo discente da instituição incluía estudantes a tempo inteiro (maioritariamente na faixa etária dos 18 aos 24 anos, nativos digitais) e estudantes a tempo parcial (maioritariamente na faixa etária dos 25 aos 44 anos, imigrantes digitais).

O estudo conclui que, no que diz respeito a literacia digital, conectividade, aprendizagem prática (experiential learning) ou acesso a informação em tempo real, não existem diferenças significativas entre as gerações. A relação com a tecnologias de informação e comunicação (TIC) tem mais a ver com o contexto em que a necessidade  dessa relação ocorre do que com o grupo etário.

Alguns comentários sobre os resultados e conclusões deste estudo: é um facto que que as TIC estão largamente disseminadas e são intensamente usadas (facto que é reconhecido no artigo de Bullen). As pessoas nascidas nas últimas décadas cresceram já num mundo dominado pela tecnologia. São os nativos digitais que, indubitavelmente, existem. Qual será então a razão para a quase ausência de diferenças encontradas no comportamento dos nativos digitais e dos imigrantes digitais no estudo de Bullen? É de notar que o estudo incide sobre estudantes do ensino superior. Parte deles, embora pertencendo à geração dos nativos digitais, atravessou um sistema de ensino que pouco mudou desde os tempos da revolução industrial. Lidam desde sempre com a tecnologia mas esta deve ficar à porta da sala de aula porque é um motivo de distracção dentro dela. Assim, as TIC são usadas para fins sociais e de lazer e apenas algumas funcionalidades mais básicas são usadas na escola (para processamento de texto ou pesquisa de informação). Por outro lado, os alunos mais velhos abrangidos pelo estudo serão na sua maioria estudantes-trabalhadores. Não tendo crescido rodeados de tanta diversidade tecnológica como os alunos mais novos tiveram de usar as TIC em contexto de trabalho. Não será pois de estranhar que ambos os grupos possuam as competências básicas em TIC e não aparentem grandes diferenças no seu uso em ambiente escolar.

O que se passa escola, sobretudo no ensino superior, não invalida as diferenças que têm vindo a ser apontadas para os nativos digitais e para os imigrantes digitais. O estudo de Bullen não analisa o comportamento e o estilo de vida fora da escola e apenas conclui pela semelhança de comportamento de ambos os grupos em ambiente escolar (ou mais exactamente, quando estão envolvidos em actividades escolares).

Quem já leccionou no ensino superior a alunos acabados de chegar do ensino secundário e introduz cenários de e-learning ou de uso de ferramentas sociais da Web 2.0 certamente terá sentido a desconfiança e a fraca adesão desses alunos. No entanto, a grande maioria usa massivamente as aplicações da Web 2.0, possui um telefone móvel (muitas vezes um smartphone), um computador portátil, consome jogos electrónicos, houve música num leitor de MP3 e a sua principal fonte de informação é a Internet. Qual então a razão da desconfiança? Porque passaram por um sistema de ensino que lhes pediu para não levarem esses equipamentos para a sala por serem uma fonte de distracção e de perturbação. Para a maioria deles e dos seus professores, tirando as disciplinas específicas que abordam as TIC, uma aula "séria" decorre numa sala com um professor a debitar informação e um conjunto de alunos a ouvir passivamente (quando corre bem).

Apenas quando a escola integrar as TIC, de forma efectiva, nas suas metodologias pedagógicas, desde o ensino pré-escolar e passando por todos os outros níveis de ensino, será possível avaliar as diferenças do percurso escolar dos nativos digitais e quais as competências distintivas que adquiriram.

(ver, a propósito de experiências no ensino superior, Ensinar e Aprender Biologia com Podcasts - Cristina Aguiar, Escola de Ciências da Universidade do Minho e Dos LMS aos SLE (Social Learning Environments) - Cornélia Castro, Universidade Católica Portuguesa, que relata experiências de utilização de ferramentas sociais no ensino secundário. Ambas as apresentações integraram o VII Seminário e-learning "Aprender nas Redes Sociais: Ampliar e Colaborar" - TECMinho)

Saturday, February 12, 2011

Horizon Report 2011

Acabou de ser divulgado o Horizon Report, edição de 2011. Este relatório é uma iniciativa conjunta de The New Media Consortium e da Educause Learning Initiative. The New Media Consortium é uma organização sem fins lucrativos que estuda o uso de novos media e novas tecnologias na educação. Os seus membros são instituições de ensino superior e museus espalhados pelo mundo. A Educause Learning Initiative (ELI) é uma comunidade de instituições de ensino superior e de outras organizações que procuram a evolução do ensino através das tecnologias de informação. A ELI integra a EDUCAUSE que visa, de uma forma mais geral, o estudo da contribuição da tecnologia para evolução do ensino superior.


Estes relatórios anuais identificam tecnologias que podem vir a ter impacto na educação, em horizontes de curto prazo (1 ano ou menos), médio prazo (2 a 3 anos) e longo prazo (4 a 5 anos). Na edição de 2011 são apontadas as tecnologias seguintes:
  • Curto prazo: livros electrónicos e equipamentos móveis;
  • Médio prazo: realidade aumentada e aprendizagem baseada em jogos (game-based learning);
  • Longo prazo: computação baseada em gestos e análise de dados de educação (learning analytics).
É de realçar o destaque dado a duas tecnologias já referidas várias vezes neste blogue, a realidade aumentada (ver Tecnologias Emergentes: Gartner Hype Cycle 2010 e Mundos Virtuais, Realidade Aumentada e Virtualidade Aumentada) e a aprendizagem baseada em jogos (ver Usar Videojogos no Ensino? ou Serious Games). Estas tecnologias, em conjunto com os equipamentos móveis (ver, por exemplo, m-learning e o iPad) e a computação baseada em gestos podem apontar para uma convergência de uso futuro no ensino de aplicações semelhantes aos actuais jogos usados para fins lúdicos mas com novas funcionalidades permitidas pela realidade aumentada, pelos mundos virtuais e por novas formas de interacção (p.e. os movimentos do corpo). A ubiquidade permitida pela panóplia de equipamentos móveis já disponíveis (smartphones, tablets, netbooks, etc) onde essas aplicações podem ser executadas permitirá ainda diversificar a experiência de utilização em função do contexto do utilizador.

Ver também este post que refere a edição de 2010.