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Tuesday, November 15, 2011

2011 Top 100 Tools for Learning: Twitter #1

 

O Twitter aparece mais uma vez em primeiro lugar no top das 100 ferramentas de e-learning mais usadas em 2011. Esta lista é publicada anualmente por Jane Hart, tendo a deste ano sido divulgada em 14 de novembro. O Twitter, tal como na edição de 2010, mostra o seu potencial como ferramenta de ensino (ver este post de 2010). Em particular, destacaria a importância que tem para quem se dedica à investigação e como ferramenta de aprendizagem ao longo da vida (ver, a propósito, Twitter: Partilha de Recursos e ideias).

O Top 3 deste ano é igual ao do ano passado: Twitter (#1), YouTube (#2) e GoogleDocs (#3).

É útil também analisar a listagem por categoria de ferramentas: Best of Breed Tools 2011.

Friday, April 15, 2011

Twitter: Partilha de Recursos e Ideias

Um post recente (Twitter: it's still about the connections) de Steve Wheeler no blogue Learning with 'e's discute as diferentes formas de utilização do Twitter que pode ser usado para fins profissionais, com objectivos sociais ou mesmo como fazendo parte de um ambiente pessoal de aprendizagem (ou PLE - Personal Learning Environment). A sua utilização como ferramenta auxiliar em actividades de ensino é também destacada com exemplos sobre a utilização nos ensinos básico e secundário. O post de Wheeler tenta ainda desmontar o mito que defende que as ferramentas sociais da Web 2.0 estão, a nível de utilização, segmentadas pelas idades dos seus utilizadores. Nesta perspectiva, o Twitter seria usado sobretudo pelos utilizadores mais velhos ("mais velhos" parece ser entendido aqui como os maiores de 30 anos ou pouco mais). Steve Wheeler defende que a idade não é um factor que define a maior ou menor utilização destas ferramentas sociais. O Twitter será sobretudo uma ferramenta para partilha de emoções, experiências, recursos e ideias. Steve Wheeler parece dar maior destaque à partilha de emoções e experiências referindo ter estabelecido relações de amizade com pessoas que conhecia do Twitter com as quais se veio a cruzar fisicamente. Na perspectiva de Wheeler,  a partilha de emoções e experiências, via Twitter, cria relações de empatia entre os intervenientes ajudando a ultrapassar as próprias dificuldades individuais. 

No que me diz respeito, como utilizador do Twitter, sobretudo passivo (i.e. com poucos tweets enviados mas muitos lidos diariamente), vejo esta aplicação como uma ferramenta de partilha de recursos e ideias. Na verdade, para quem desenvolve algum trabalho de pesquisa e souber escolher quem seguir, o Twitter revela-se como uma poderosa ferramenta para acompanhar o state of the art da área de pesquisa. Com o Twitter consegue-se seguir os posts mais relevantes nos blogues da área, artigos publicados, os eventos que ocorrem, anúncios de conferências e mesmo seguir em tempo real o que se passa na sala de uma conferência ou workshop (desde que algum dos participantes partilhe o que se está a desenrolar). Outras ferramentas, como o TweetDeck, permitem ainda acompanhar tudo isto de forma organizada e seleccionada, incluindo não só os tweets mas também as actualizações do LinkedIn ou Facebook. Tudo isto é ainda reforçado com a existência das versões para smartphones que acrescentam a vertente ubíqua desta forma de partilha. O esforço para estar sempre devidamente actualizado sobre o que ocorre de relevante numa determinada área é assim altamente minimizado. Muito do que tem sido escrito neste blogue resulta desse tipo de contribuições. Existem outras ferramentas na Web 2.0 que também permitem este acompanhamento mas o Twitter será talvez a mais versátil.

O uso do Twitter para partilha de emoções e experiências não é também importante? Sim, mas no que me diz respeito, tweets como "Bom dia", "Estou parado no trânsito" ou "Vou agora embarcar no avião para Paris" não me parece que contribuam para nada de muito significativo para além de uma ou outra informação que possa ser de interesse para o círculo de relações mais próximas do autor do tweet. Já, por exemplo, saber que alguém, que seja um nome de referência numa dada área, está a apanhar o táxi para ir assistir a uma conferência, pode trazer algum dado relevante, como seja a existência da conferência que de outra forma poderia passar despercebida. Não me parece que os 140 caracteres dos tweets sirvam para partilhar emoções ou pensamentos muito profundos que me levem a querer fazer amizade com alguém. Por outro lado, têm o tamanho adequado para enviar referências, partilhar informação e expressar ideias breves sobre um determinado assunto que me estimulem a averiguar mais a partir dessa pista inicial. Numa perspectiva de uso profissional ou integrado num PLE, parece-me ser este o grande benefício do Twitter.

Sunday, May 02, 2010

Microblogging no Ensino

Os microblogs permitem partilhar recursos e manter pequenas conversas entre os utilizadores deste tipo de serviços. A expressão “pequenas conversas” resulta da limitação, em número de caracteres, dos posts que os utilizadores podem efectuar. Estes posts podem ser efectuados por diversas formas: SMS (Short Message Services, a conhecida aplicação usada em telefones móveis), serviços de Instant Messaging, correio electrónico ou via web. O exemplo mais conhecido e de maior sucesso é o Twitter, criado em 2006 por Jack Dorsey. Os posts (tweets) neste serviço estão limitados a 140 caracteres. A ideia de base da participação no Twitter é dada pela expressão “what are you doing?’” (o que estás a fazer?) significando que num dado momento, qualquer utilizador aderente pode partilhar com os outros algo que esteja a fazer. Essa partilha pode envolver factos completamente triviais ou comunicar algo verdadeiramente relevante. Em conferências e outros eventos similares estes serviços têm sido usados, por exemplo, para permitir que pessoas fisicamente ausentes dos espaços onde os eventos decorrem possam participar. Tal é possível desde que exista um participante fisicamente presente que relate o que de relevante está a acontecer enviando posts através do Twitter ou outro serviço semelhante.
Outros exemplos de sites de microblogging são o Pluckr, popular sobretudo em países asiáticos e o Tumblr.

Os sistemas de microblogging permitem a partilha de recursos e participação em pequenas conversas e trocas de ideias. Apesar de existirem vários serviços, o Twitter é a referência. Este tipo de serviços podem ser usados pelos alunos para constituirem redes sociais com outros alunos. Estes podem ser incentivados a seguir pessoas de destaque numa determinada área, podendo participar em conversas com especialistas. A partilha de recursos e a possibilidade de acompanhar à distância conferências e outros eventos são outras possíveis aplicações de serviços como o Twitter. As aplicações de microblogging têm, no entanto, o inconveniente de muitas mensagens serem banais e desprovidas de interesse, em muitos casos revelando algum narcisismo dos seus autores. A sua aplicação no ensino obriga a disciplina e algum controlo na forma de utilização destas ferramentas. O interesse de utilização da ferramenta terá de ter em conta as pessoas que se segue e a qualidade da informação que se partilha.
Sobre os serviços de microblogging aplicados em sistemas de E-learning 2.0 pode-se destacar o seguinte:
  • Constituem um canal de comunicação alternativo entre alunos e professores;
  • Permitem manter um registo actualizado das actividades de um curso e destacar marcos importantes durante o desenrolar do curso;
  • O serviço posiciona-se num ponto intermédio entre as ferramentas síncronas (p.e. Google Talk ou Skype) e as ferramentas assíncronas (p.e. correio electrónico ou blogs);
  • Facilidade de utilização dada a possibilidade de acesso a partir de dispositivos móveis;
  • Disciplina na comunicação, obrigando a mensagens sintéticas dadas as limitações em número de caracteres.
Exemplos de experiências de utilização do Twitter na sala de aula:

Sunday, April 11, 2010

José Saramago e o Twitter

O prémio Nobel da literatura de 1998, José Saramago, comentando a utilização do Twitter:

"Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido".

Em entrevista ao jornal brasileiro “O Globo” em 27.07.2009.