Thoughts and comments on a research about e-learning, social networks and web 2.0.
Thursday, December 22, 2011
Gamification na Prática (2)
Thursday, July 28, 2011
Artigo: Oportunidades para o E-learning no Contexto da Web 2.0
As tendências impostas pela Web 2.0 e pelo uso de tecnologias na sociedade em geral são analisadas tendo em vista a sua aplicação ao ensino. São apresentadas as implicações do uso dessas ferramentas e a forma como estão já a ser aplicadas no que é designado por e-learning 2.0. É discutido o significado actual do conceito de e-learning e as oportunidades das sua aplicação à realidade actual do ensino.
Thursday, May 05, 2011
Nativos Digitais: Existem?
Quem já leccionou no ensino superior a alunos acabados de chegar do ensino secundário e introduz cenários de e-learning ou de uso de ferramentas sociais da Web 2.0 certamente terá sentido a desconfiança e a fraca adesão desses alunos. No entanto, a grande maioria usa massivamente as aplicações da Web 2.0, possui um telefone móvel (muitas vezes um smartphone), um computador portátil, consome jogos electrónicos, houve música num leitor de MP3 e a sua principal fonte de informação é a Internet. Qual então a razão da desconfiança? Porque passaram por um sistema de ensino que lhes pediu para não levarem esses equipamentos para a sala por serem uma fonte de distracção e de perturbação. Para a maioria deles e dos seus professores, tirando as disciplinas específicas que abordam as TIC, uma aula "séria" decorre numa sala com um professor a debitar informação e um conjunto de alunos a ouvir passivamente (quando corre bem).
Friday, April 15, 2011
Twitter: Partilha de Recursos e Ideias
No que me diz respeito, como utilizador do Twitter, sobretudo passivo (i.e. com poucos tweets enviados mas muitos lidos diariamente), vejo esta aplicação como uma ferramenta de partilha de recursos e ideias. Na verdade, para quem desenvolve algum trabalho de pesquisa e souber escolher quem seguir, o Twitter revela-se como uma poderosa ferramenta para acompanhar o state of the art da área de pesquisa. Com o Twitter consegue-se seguir os posts mais relevantes nos blogues da área, artigos publicados, os eventos que ocorrem, anúncios de conferências e mesmo seguir em tempo real o que se passa na sala de uma conferência ou workshop (desde que algum dos participantes partilhe o que se está a desenrolar). Outras ferramentas, como o TweetDeck, permitem ainda acompanhar tudo isto de forma organizada e seleccionada, incluindo não só os tweets mas também as actualizações do LinkedIn ou Facebook. Tudo isto é ainda reforçado com a existência das versões para smartphones que acrescentam a vertente ubíqua desta forma de partilha. O esforço para estar sempre devidamente actualizado sobre o que ocorre de relevante numa determinada área é assim altamente minimizado. Muito do que tem sido escrito neste blogue resulta desse tipo de contribuições. Existem outras ferramentas na Web 2.0 que também permitem este acompanhamento mas o Twitter será talvez a mais versátil.
Friday, February 25, 2011
QR Codes na Educação
A partir de um telefone móvel com câmara com um leitor de QR Codes (uma aplicação específica que lê o código, por exemplo, i-nigma), apontando a câmara para o código é desencadeada a acção correspondente (abrir um URL, aceder a um texto, a uma imagem, etc). Na corrente de partilha de informação da Web 2.0, a empresa JumpScan permite o registo de informação pessoal de um utilizador gerando o respectivo QR Code. Outro utilizador, a partir de um leitor de QR Codes, apontando a câmara do seu telefone móvel para o código gerado terá acesso à informação que o primeiro utilizador entendeu disponibilizar. O código pode também ser partilhado em redes sociais como o Facebook. Existem outras aplicações on-line para gerar QR Codes.
Outros tipos de marcadores 2D são o EZCode, Datamatrix, Aztec Code, Micro QR Code que no entanto são bastante menos usados. Para estes tipos também existem geradores de códigos.
De que forma, na área da educação e do e-learning, se pode tirar partido destas etiquetas 2D, em geral, e dos QR Codes em particular?
Barbara Schroeder dá algumas sugestões em 10 Ways to Use QR Codes in Your Classroom. Além da possibilidade de inserir um QR Code num vCard e outras formas de partilha de dados pessoais ou profissionais, especificamente para o ensino, vale a pena destacar:
- Colocar na saída da sala um QR Code com os trabalhos que os alunos levam para fazer em casa, garantindo que não se esquecem do que têm de fazer;
- Usar os QR Codes para links de actividades da escola, jornal da escola ou newsletter ou avisos aos alunos;
- Colocar um QR Code com as respostas de um teste. O aluno pode responder às perguntas e no final verificar as respostas através do QR Code;
- Usar QR Codes como auxiliares a visitas de estudo, fazendo a ligação para informação adicional, colocando-os em locais estratégicos ao longo de um percurso seguido pelos alunos (p.e. numa visita a um local histórico).
Ver também QR Codes: In the Classroom. Claro que todas estas possibilidades estão limitadas aos alunos que possuam um telefone móvel com câmara e com capacidade para instalar aplicações de leitura de etiquetas 2D. Muitas das aplicações indicadas para a área da educação são igualmente válidas para outras áreas.
Por exemplo, na área do marketing, a realidade aumentada combinada com o uso de etiquetas 2D, oferece ainda novas possibilidade de chegar aos consumidores de um determinado produto. Uma empresa comercial francesa de ourivesaria e relojoaria disponibiliza uma aplicação que permite que o utilizador veja no ecrã a imagem real da sua mão combinada com uma imagem virtual de um relógio ou anel. A aplicação recorre à câmara digital de um telefone móvel ou a uma webcam. O utilizador imprime um desenho com uma silhueta de um relógio e de um anel, recorta as imagens e coloca-as no pulso ou dedo. Os desenhos funcionam como etiquetas 2D de tal forma a que a aplicação consegue sobrepor a imagem virtual do objecto na mão do utilizador.
Friday, January 21, 2011
Wikis e PLEs
Ambientes Pessoais de Aprendizagem e
Wikis em Ambientes Pessoais de Aprendizagem.
Wednesday, September 01, 2010
Projectos E-learning (5)
Thursday, August 26, 2010
Projectos E-learning (4)
Trata-se de um portal de acesso gratuito, destinado a pais, educadores e crianças do ensino obrigatório. O portal tem como objectivo a partilha de conhecimento e a disponibilização de conteúdos de qualidade recorrendo a ferramentas da Web 2.0. Com estas ferramentas, integradas no portal, é possível criar, editar e publicar conteúdos. O registo no portal é obrigatório. O portal pretende ser um espaço internacional, centrado nas comunidades de língua portuguesa e de língua espanhola, tendo em conta a sua dimensão (700 milhões de falantes de português e espanhol) e afinidades culturais mas procurando manter as características específicas de cada comunidade.

Os promotores do projecto são a Fundación Germán Sánchez Ruipérez e a Intel Corporation. O projecto é co-financiado por fundos europeus.
Wednesday, July 21, 2010
Projectos E-learning (2): SUMA

Os destinatários da plataforma desenvolvida são universidades e empresas. Os promotores do Projecto SUMA são diversos, nomeadamente, consórcios de várias empresas, organizações e universidades, como por exemplo, a Universidade de Vigo.
(ver vídeo de apresentação do projecto)
Monday, July 19, 2010
Projectos E-learning (1): escolinhas.pt
Os destinatários do projecto são crianças na faixa etária dos 4 aos 12 anos de idade, os respectivos encarregados de educação, professores e responsáveis de escolas.
O "escolinhas.pt" foi desenvolvido pela empresa Tecla Colorida (resultante de um spin-off do INESC Porto – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores). A empresa conta com diversas parcerias empresariais e institucionais.
Tuesday, July 06, 2010
E-learning: Problemas em Aberto (3)
Um ponto fundamental para a continuidade do sucesso dos sistemas de e-learning tem a ver com a qualidade dos conteúdos. Os conteúdos de um curso em e-learning não se podem resumir à digitalização de materiais originalmente em suporte de papel. O e-learning exige conteúdos criativos, interactivos, capazes de envolver os alunos e validados do ponto de vista pedagógico. A criatividade é um factor essencial que os sistemas de ensino formais geralmente não valorizam. A importância da criatividade é realçada por personalidades na área da pedagogia e inovação como Ken Robinson (ver o vídeo Do Schools Kill Creativity?). O projecto “E-learning for Kids” é um exemplo da tentativa de produção e partilha de conteúdos de qualidade, dirigidos aos níveis etários mais baixos.
As ferramentas introduzidas pela Web 2.0 com o seu potencial de aplicação ao ensino levantam também uma série de questões. Será adequado usar as mesmas ferramentas para lazer e para o ensino? Basear um curso em ferramentas genéricas da Web 2.0 acarreta alguns perigos. A ferramenta pode simplesmente ser descontinuada (algumas das primeiras redes sociais já não existem) ou uma ferramenta inicialmente gratuita pode passar a ser paga limitando a sua aplicação no ensino. Um exemplo foi o que sucedeu com o serviço de redes sociais Ning. E empresa detentora desta rede anunciou em Abril de 2010 o fim do serviço gratuito quando alojava já mais de dois milhões de redes, com um forte peso no sector da educação. A solução pode passar pelo desenvolvimento de ferramentas específicas mas com as características das ferramentas genéricas da Web 2.0. É o caso da plataforma do projecto “escolinhas.pt":

Esta solução garante controlo sobre a ferramenta e sobre o seu uso, particularmente no que diz respeito a aspectos de segurança e de privacidade, e garante a sua adequação ao fim específico do ensino. Soluções de carácter mais institucional mas que procuram seguir a filosofia das ferramentas da Web 2.0 podem ser também alternativa como o projecto SAPO Campus.
A mais curto prazo verifica-se já o debate sobre o papel futuro das plataformas de e-learning tradicionais, os LMS (ver, por exemplo, o post de George Siemens, Future of Learning: LMS ou SNS?). Poderão vir a ser totalmente substituídas pelo uso integrado de ferramentas da Web 2.0 ou continuar a ser usadas mas integradas com essas ferramentas originado plataformas mais alargadas com ofertas de novas funcionalidades. É este o caminho seguido, por exemplo, no projecto SUMA. No entanto, a curto prazo não é previsível o abandono das plataformas LMS dado o elevado número de utilizadores e de instituições que delas dependem.
Certamente existem ainda outras questões e desafios que serão colocados aos sistemas de e-learning e ao ensino em geral. A forma como essas questões serão resolvidas e abordadas está directamente relacionada com o que se perspectiva que será o e-learning no futuro e como irão evoluir as tecnologias associadas.
Sobre o impacto que a tecnologia, e em particular a Internet, tem sobre as pessoas, em especial sobre a “net generation” (ver este post), ou seja, a forma como irá afectar o desenvolvimento futuro de todos aqueles que já nasceram num mundo imerso em tecnologia, fica a visão de Tim Berners-Lee que defende que a questão vai para além da tecnologia em si: “ … And you can’t just think about computer sciences, you need a psychologist to do an analysis of the child, you need sociologists to look at the types of culture that is being produced, then you need a philosopher to ask whether that is a good thing.” .
Wednesday, June 30, 2010
E-learning: Problemas em Aberto (1)
Talvez a primeira questão a colocar seja o facto da informação, os factos conhecidos actualmente cujo número cresce exponencialmente, atingir uma dimensão tal que já não é possível lidar com essa informação da forma que foi seguida até final do século XX. Conhecer e memorizar um determinado conjunto de factos era suficiente para desenvolver as competências necessárias para desempenhar um papel útil numa sociedade essencialmente industrial (ver o post de Stephen Downes, An Operating System for the Mind). Era esse o papel dos sistemas de ensino. O que se passa actualmente é que os factos conhecidos são em número muito superior, mudam rapidamente, são facilmente acessíveis e em muitos casos chegam sem terem sido explicitamente pedidos ou procurados.
As competências exigidas actualmente são também mais vastas. Entre essas competências há uma que é essencial: a capacidade de filtrar a informação. Alguns factos são mais importantes do que outros e mesmo muitos deles podem não ser correctos. A capacidade de encontrar os factos relevantes será uma competência essencial e que poderá substituir a capacidade de simplesmente memorizar os factos relevantes. A memorização de factos continuará a ser importante, por razões diversas, mas a análise crítica desses factos, a capacidade de os relacionar e de agir de forma consequente será um factor crítico num mundo em mudança no qual valores dados por adquiridos por vezes deixam de o ser. A tecnologia é excelente em transmitir e apresentar a informação. A dificuldade é saber como filtrar essa informação e discernir o que é importante para ser aprendido e conhecido. Este será um desafio colocado a todos os intervenientes nos sistemas de ensino.
O excesso de informação poderá mesmo ser contraproducente. Esta preocupação está presente já na sociedade actual. Atente-se na afirmação seguinte do presidente dos EUA num discurso dirigido a estudantes universitários: "You're coming of age in a 24/7 media environment that bombards us with all kinds of content and exposes us to all kinds of arguments, some of which don't always rank all that high on the truth meter … With iPods and iPads and Xboxes and PlayStations - none of which I know how to work - information becomes a distraction, a diversion, a form of entertainment, rather than a tool of empowerment, rather than the means of emancipation." (ver este post).
Tuesday, May 18, 2010
A Plataforma Elgg
Jane Hart, fundadora do C4LPT destaca a Elgg como uma plataforma colaborativa tendo também desenvolvido um estudo comparativo desta plataforma com outras ferramentas sociais (Ning, Facebook e Twitter).

O interesse e importância desta plataforma pode ser comprovado através do reconhecimento obtido pelos projectos que a usam. Destacam-se, por exemplo, o prémio da InfoWorld “Best Open Source Social Networking Platform” (2008) e o prémio “Platinum Award for Best use of Social Learning Tools”, em 2010, atribuído ao Institute of Executive Coaching, uma entidade de formação para executivos que opera na Austrália e na região Ásia-Pacífico e que usa a plataforma Elgg. Existem outros exemplos de comunidades sociais que usam a plataforma, com destaque para a Eduspaces, lançado em 2004 e que é um dos sites sociais mais relevantes no campo da utilização de tecnologia na educação e para a Universidade de Brigthon, ambas com um significativo número de utilizadores. Apesar do reconhecimento das suas potencialidades, a plataforma aparece classificada apenas na posição 53 da lista do C4LPT. O grupo do Facebook, “Elgg Users” tem, à data deste trabalho, menos de 200 membros.
Do ponto de vista técnico, a instalação da plataforma (a versão actual é a 1.7.1 e pode ser descarregada do website oficial da Elgg) necessita do servidor web Apache, da base de dados MySQL e da linguagem de scripting PHP (ferramentas gratuitas). Está ainda anunciado para Maio de 2010 o lançamento de um serviço de alojamento de sites sociais. A plataforma usa ainda o formato de dados FOAF.
Numa experiência de utilização da plataforma Elgg como um PLE e como um e-portefolio, são apontadas as possibilidade dos alunos poderem publicar os seus perfis em conjunto com peças musicais e outros documento produzidos no âmbito do seu percurso de aprendizagem, assim como trabalhos usados na sua avaliação curricular. Esta é a perspectiva de utilização como e-portefolio. No que diz respeito à utilização como PLE, o trabalho citado refere a formação de comunidades de músicos, como forma de acompanhar o trabalho de outros e publicar os trabalhos feitos e o uso de blogs para troca de experiências. É dado destaque ao facto da plataforma ser centrada no aluno e deste ter total controlo sobre os conteúdos. A plataforma pode assim ser o centro de um ambiente com suporte na Web, de aprendizagem formal e informal corporizando assim um PLE para cada aluno. Segundo Mark van Harmelen um PLE deve apresentar, do ponto de vista dos alunos utilizadores, as características seguintes:
- Permitir a definição de objectivos de aprendizagem;
- Gerir a aprendizagem, controlando tanto o conteúdo como o processo de aprendizagem;
- Comunicar com outros utilizadores durante o processo de aprendizagem.
Thursday, May 13, 2010
Personal Learning Environments
Assim, a visão tradicional do e-learning, de carácter institucional, suportado por um ambiente virtual de aprendizagem (VLE – Virtual Learning Environment), onde o LMS é a ferramenta central, evolui para uma visão suportada pelos ambientes pessoais de aprendizagem (PLE), onde as ferramentas são as da Web 2.0. É possível encontrar diversas definições do conceito de PLE e inclusivamente também um grande número de diagramas que o procuram ilustrar. Tal como o carácter pessoal que está inerente ao próprio conceito, também muitos destes diagramas revelam a realidade pessoal dos seus autores. Um desses diagramas é, por exemplo, o seguinte:

Um PLE surge então como a forma de lidar com grandes quantidades de informação focando a atenção no essencial e eliminando o acessório. Esta necessidade está bem expressa numa afirmação recente de Tim Berners-Lee:“Too many people forget that just because you can read anything it doesn’t mean you have to read everything”.
Referências:
Attwell, G. (2007). The Personal Learning Environments - The Future of eLearning?, eLearning Papers, vol. 2 no. 1. ISSN 1887-1542
Mota, J. (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma Discussão do Conceito, Educação, Formação e Tecnologias, Vol. 2, nº 2.
Dalsgaard, C. (2006). Social Software: E-learning Beyond Learning Management Systems. European Journal of Open and Distance Learning (EURODL).
Anderson, T. (2006). PLEs versus LMS: Are PLEs ready for Prime time?.
Saturday, May 08, 2010
E-learning 2.0: Ferramentas mais Usadas
- Blogs e Wikis - Wordpress, Blogger, Wikispaces
- Edição de Documentos e Apresentações - Google Docs, Slideshare, PowerPoint
A lista do C4LPT pode não ser totalmente representativa da realidade actual da utilização de ferramentas da Web 2.0. No entanto, fornece indicadores a ter conta no estudo das tendências que se verificam na utilização das ferramentas Web 2.0.
Outros estudos, como o relatório The Future of Higher Education: How Technology Will Shape Learning, apresentam também dados sobre a utilização de ferramentas da Web 2.0, neste caso aplicadas no ensino superior. O relatório aponta também tendências futuras na utilização de sistemas de e-learning. O estudo descrito neste relatório foi levado a cabo entre Julho e Agosto de 2008 e consistiu em inquéritos dirigidos a profissionais ligados a empresas e a instituições de ensino superior, a nível mundial. Os inquéritos revelaram que 71% dos inquiridos pertenciam a instituições que disponibilizavam cursos em e-learning. As redes sociais (56%), os videocasts (53%), os blogs (44%) e os wikis (41%) foram apontadas como ferramentas usadas por estas instituições. Relativamente às três últimas, os inquiridos que ainda não as usavam revelaram (cerca de 30%) a intenção de as adoptar num horizonte de cinco anos.
Ainda outro estudo sobre o que se passa no ensino superior em Portugal, revela também o interesse e o potencial de utilização de ferramentas da Web 2.0. A partilha de vídeos e imagens, o uso de blogs e as ferramentas de edição colaborativas aparecem como as ferramentas Web 2.0 mais usadas. As plataformas de e-learning (LMS) são, a nível geral, as ferramentas de e-learning mais usadas. Destaca-se neste estudo que as ferramentas da Web 2.0, apesar de ainda terem aplicação restrita, são conhecidas pela generalidade dos inquiridos e usadas a nível pessoal.
Tuesday, May 04, 2010
Conteúdo Multimédia no Ensino
A popularidade destes serviços que revelam a vertente “write” da Web 2.0 foi possível graças a outros desenvolvimentos tecnológicos: câmaras de vídeo digitais de baixo custo, assim como máquinas fotográficas digitais, telefones móveis com câmara incorporada e outros dispositivos móveis com capacidade de reprodução de áudio e vídeo. A generalização das redes de banda larga e das redes sem fios contribuíram também decisivamente para a facilidade em publicar conteúdos multimédia.
O acesso a imagens, fotografias, vídeos, áudio, podcasts ou documentos escritos constitui um recurso poderoso do ponto de vista pedagógico. Estes materiais multimédia já são usados no ensino desde os primórdios de utilização das tecnologias de informação e comunicação. As ferramentas entretanto surgidas no universo da Web 2.0 vieram potenciar ainda mais a utilização destes recursos como é o caso do YouTube ou do Flickr. A utilização de conteúdos multimédia não constitui, por si só, uma novidade em termos de e-learning. A novidade está no uso de novas ferramentas para criar, classificar, pesquisar e partilhar esses conteúdos. A possibilidade, por exemplo, de georeferenciar uma imagem oferece novas potencialidades ao uso de imagens em conteúdos pedagógicos. A gravação em vídeo, com uma simples webcam, de uma aula que instantes depois de concluída pode estar disponível no YouTube é outra possibilidade de utilização de conteúdos multimédia de interesse para sistemas de e-learning ou b-learning. O mesmo se aplica à utilização de podcasts. O professor ou outro criador de conteúdos pedagógicos pode dsiponiblizar aulas, documentários ou entrevistas em ficheiros áudio que podem ser descarregados pelos alunos e ouvidos num iPod ou outro equipamento similar ou até num telefone móvel. Assim, equipamentos usados para lazer ou para comunicar podem também dar suporte a processos aprendizagem sem barreiras impostas pelo tempo ou pelo espaço.
A nível de conteúdos, o acesso a vídeos de conferências (p.e. TED Talks) ou vídeos de especialistas sobre determinados temas consituiu também um recurso que pode ser usado em sistemas de e-learning.
Outras ferramentas, apesar de vocacionadas para conteúdos em formato de texto podem também ser incluídas neste grupo. É o caso do Google Docs que permite a edição de documentos sem necessidade do utilizador instalar a aplicação de edição no seu computador. Para além das ferramentas de partilha de conteúdos revelarem a aplicação do conceito de computação em nuvem, ferramentas como o Google Docs fomentam o trabalho colaborativo.
O site Slideshare permite a partilha de apresentações (p.e. desenvolvidas em PowerPoint) que podem ser disponibilizadas pelos seus autores. É frequente a sua utilização por oradores em conferências e outros eventos similares que desta forma podem facilmente disponibilizar à audiência as suas apresentações. A sua aplicação no ensino e formação é também óbvia: o professor ou formador pode disponibilizar os conteúdos leccionados que assim passam a estar acessíveis não só aos participantes na aula ou sessão de formação mas também àqueles que de alguma forma não puderam estar presentes. Este tipo de ferramentas também pode ser usado para a disponibilização de conteúdos em cursos não presenciais.
Outra potencialidade do uso de multimédia e que não deve ser negligenciável em sistemas de e-learning é a possibilidade dos intervenientes (professores, alunos ou outros) poderem partilhar imagens ou vídeos de si próprios. Esta é uma forma de se darem a conhecer e de se gerarem maiores afinidades em sistemas de ensino à distância em que não existe contacto físico entre os participantes. A publicação de fotografias dos utilizadores é também uma característica dos sites da Web 2.0 como as redes sociais ou blogs.
Para além dos sites mais conhecidos e já citados como o Flickr e o YouTube existem muitas outras ferramentas úteis com potencial de utilização em sistemas de e-learning. Apresentam-se a seguir apenas alguns exemplos:
- Tag Galaxy: um site com uma interface gráfica muito apelativa e que permite a pesquisa por temas (tags) de imagens existentes no Flickr;
- Glogster: uma ferramenta de criação e partilha de posters multimédia;
- Voice Thread: uma ferramenta colaborativa e interactiva para a criação e partilha de apresentações multimédia.
Monday, May 03, 2010
Redes Sociais e E-learning
Uma rede social na Web 2.0 é um serviço que usa software para construir redes sociais on-line para comunidades de pessoas que partilham interesses e actividades e que estão interessadas em conhecer os interesses e actividades de outras.
Um dos primeiros sites sociais foi o Friendster, lançado em 2002, por dois programadores informáticos, Jonathan Abrams and Cris Emmanuel. Actualmente, este site social é sobretudo popular em países asiáticos. Na histórias das redes sociais, a sua génese é ainda referida em datas anteriores, sendo o SixDegrees, lançado em 1997 e desactivado em 2001, considerado por alguns como a primeira rede social na web. O nome do site está relacionado com a teoria dos seis graus de separação (também conhecida como Human Web), atribuída ao escritor húngaro, Frigyes Karinthy e publicada em 1929. Segundo esta teoria, se cada pessoa está a um grau de separação de todas as pessoas que conhece e a dois graus de separação das pessoas conhecidas pelas pessoas que conhece, então todos nós estaremos ligados a qualquer outra pessoa no mundo através de não mais de seis pessoas intermediárias. Esta teoria revela o que torna os sites sociais interessantes: mais do que permitir que as pessoas possam conhecer outras pessoas, antes estranhas, estes sites permitem que as pessoas tornem visíveis a outras as suas redes sociais. Pessoas que de outra forma nunca se teriam encontrado podem assim conhecer-se com base em qualquer afinidade que possuam.
Outros sites, lançados ainda antes, são também apontados como os pioneiros das redes sociais. É o caso do Classmates, criado por Randy Conrads em 1995, uma rede social activa inicialmente na América do Norte que reunia pessoas que tivessem sido colegas de escola em vários níveis de ensino.
Outros exemplos muito populares são o Facebook, actualmente com 400 milhões de utilizadores, e o MySpace (ambos lançados em 2004) de carácter mais lúdico ou o LinkedIn (2003), uma rede social sobretudo de contactos profissionais. Em Fevereiro de 2010, a Google, que já tem vários serviços de referência na Web 2.0, lançou também a sua rede social, o Google Buzz. Esta nova aplicação integra-se com o Gmail e pretende concorrer com o Facebook. Esta incursão no universo das redes sociais não é pioneira uma vez que a Google já havia lançado a rede Orkut em 2004. Esta não teve no entanto o sucesso esperado e implantou-se sobretudo na América do Sul sendo actualmente operada pala Google Brasil.
O papel que as redes sociais, como o Facebook, podem ter no ensino, particularmente no que diz respeito à sua utilização na sala de aula, ainda não é claro. Segundo algumas perspectivas, a utilização deste tipo de serviços no ensino é pouco clara havendo mesmo quem defenda a sua não utilização. As redes sociais, são espaços de socialização, muitas vezes informal destinadas a manter relações com outros utilizadores. Apesar deste tipo de ferramentas ser uma das faces mais visíveis da Web 2.0 a sua aplicação ao ensino é pouco óbvia e a sua aplicação ao e-learning poderá ser apenas no sentido de poderem suportar comunidades de prática.
Alguns dos defensores da utilização de redes sociais na sala de aula e no ensino em geral, referem-no sobretudo na perspectiva da sua contribuição para a literacia digital dos alunos e não tanto como uma ferramenta de aplicação directa. Outras propostas de utilização de redes sociais no ensino, como o recente Google Buzz, são apresentadas na perspectiva de integrarem outras ferramentas da Web 2.0, como o microblogging, partilha de conteúdos multimédia ou a sindicância de conteúdos.
No entanto, a importância crescente das redes sociais não pode ser ignorada pelos profissionais de ensino. Em Março de 2010 vários media noticiaram o facto do Facebook ter ultrapassado o Google nos EUA, enquanto site mais visitado. Esta popularidade do Facebook verifica-se sobretudo em países da Europa ocidental e nos EUA. Por exemplo, o grupo do Facebook dedicado ao ensino (Facebook in Education), que reúne pessoas com interesses na área, sobretudo professores e investigadores, conta com cerca de 268.000 fãs.
A plataforma TOPYX é uma solução de e-learning que incorpora recursos do Facebook e de outras redes sociais com o objectivo de enriquecer a experiência de aprendizagem do aluno, tirando partido de ferramentas da Web 2.0. Um utilizador, no seu perfil do Facebook pode ainda incorporar pequenas aplicações existindo um número significativo delas com potencial de utilização para fins pedagógicos.
Para além das aplicações genéricas de redes sociais existem plataformas que permitem a criação de redes sociais individualizadas. Uma delas é a plataforma Ning, lançada em 2005, muito utilizada para formar redes sociais de professores e educadores. Um dos co-autores da Ning é Marc Andreesen, também criador do navegador de internet Netscape.
Tuesday, April 13, 2010
Web 2.0
Existem várias definições sobre o que é a Web 2.0 como a que é proposta por Tim O´Reilly: A Web 2.0 é a rede como plataforma, abarcando todos os dispositivos conectados As aplicações Web 2.0 são aquelas que aproveitam ao máximo as vantagens intrínsecas dessa plataforma:
- Fornecimento de software como serviço continuamente actualizado e que melhora quanto maior for o número de pessoas que o usam;
- Consumo e remistura de dados de várias fontes, incluindo os de utilizadores individuais que, ao fornecer os seus próprios dados e serviços, permitem a reutilização por outros;
- Criação de efeitos de rede através de uma "arquitectura de participação".
- Existem outras definições idênticas como a proposta por Michael Platt ou a que é fornecida pela Wikipedia (que é também um dos bons exemplos da Web 2.0), contando também com uma versão na Simple English Wikipedia: Web 2.0 é a designação da nova forma de usar a Internet:
- Web 2.0 é simples: qualquer pessoa pode facilmente publicar conteúdos;
- Web 2.0 é social: é fácil as pessoas ligarem-se com outras pessoas:
- Web 2.0 é aberta: sites web e aplicações podem facilmente trocar informação com outras fontes.
As aplicações da Web 2.0 caracterizam-se pela sua permanente actualização e evolução dizendo-se que se encontram num estado designado por “beta perpétuo” (permanent beta).
Outra inovação introduzida pela Web 2.0 foram as “mashups”. Este termo designa um tipo de aplicações que usam conteúdos de mais do que uma fonte, criando um novo serviço. Qualquer utilizador, teoricamente, pode aplicar este conceito, combinando dados de diferentes origens e gerando um novo serviço designado por mashup, um termo com origem no universo da música indicando a combinação de duas peças musicais distintas, muitas vezes de épocas e géneros também distintos, dando origem a uma nova peça musical. As aplicações “mashup” mais populares combinam informação georeferenciada, num mapa web, com informação de outras fontes (por exemplo, associar uma morada ou uma referência a um local com uma localização num mapa). A característica de qualquer utilizador poder criar este tipo de aplicações e a possibilidade de juntar informação de diferentes fontes ilustra os conceitos de simplicidade e abertura da Web 2.0 expressa na definição da Simple English Wikipedia apresentada acima.
A Web 2.0 trouxe assim uma nova forma de ver e de usar as tecnologias de informação e comunicação. As tecnologias, as aplicações e as redes passam a ser vistas como uma plataforma de prestação de serviços a comunidades de utilizadores. Estas comunidades são constituídas por pessoas que partilham informação e experiências, interagem de forma colaborativa, para fins lúdicos, profissionais e de enriquecimento pessoal. O utilizador das redes de comunicação deixa de ser um consumidor de informação para ser também, em simultâneo, um produtor. A informação ganha valor acrescentado através da partilha e da contribuição de diversos utilizadores. Esta utilização activa e participativa contribui para o desenvolvimento de uma inteligência colectiva.
As novas tendências colocadas pela Web 2.0 têm consequentemente efeitos em todas as áreas onde as tecnologias de informação e comunicação estão presentes. As áreas do ensino e da formação, e em particular o e-learning, não foram excepção. Esta mudança de paradigma da Web originou também o e-learning 2.0.
As ideias principais que constituem o paradigma da Web 2.0 e particularmente a parte que poderá interessar mais directamente ao ensino podem ser sintetizadas nas visões de três importantes referências no universo da Web (Tim Berners-Lee, cuja visão de uma Web participativa é anterior à Web 2.0 e Tim O’Reilly) e do e-learning (Stephen Downes):
“I have always imagined the information space as something to which everyone has
immediate and intuitive access, and not just to browse, but to create.” (Tim Berners-Lee).
“There’s [in Web 2.0] an implicit ‘achitecture of participation’, a built-in ethic of cooperation, in which the service acts primarily as an intelligent broker, connecting the edges to each other and harnessing the power of the users themselves." (Tim O’Reilly).
“For all this technology, what is important to recognize is that the emergence of the Web 2.0 is not a technological revolution, it is a social revolution.” (Stephen Downes).
Tuesday, April 06, 2010
Da Web 1.0 à Web 2.0
Existem várias definições sobre o que é a Web 2.0 como a que é proposta por Tim O´Reilly: A Web 2.0 é a rede como plataforma, abarcando todos os dispositivos conectados As aplicações Web 2.0 são aquelas que aproveitam ao máximo as vantagens intrínsecas dessa plataforma:
- Fornecimento de software como serviço continuamente actualizado e que melhora quanto maior for o número de pessoas que o usam;
- Consumo e remistura de dados de várias fontes, incluindo os de utilizadores individuais que, ao fornecer os seus próprios dados e serviços, permitem a reutilização por outros;
- Criação de efeitos de rede através de uma "arquitectura de participação".
- Web 2.0 é simples: qualquer pessoa pode facilmente publicar conteúdos;
- Web 2.0 é social: é fácil as pessoas ligarem-se com outras pessoas:
- Web 2.0 é aberta: sites web e aplicações podem facilmente trocar informação com outras fontes.
As aplicações da Web 2.0 caracterizam-se pela sua permanente actualização e evolução dizendo-se que se encontram num estado designado por “beta perpétuo” (permanent beta).
Outra inovação introduzida pela Web 2.0 foram as “mashups”. Este termo designa um tipo de aplicações que usam conteúdos de mais do que uma fonte, criando um novo serviço. Qualquer utilizador, teoricamente, pode aplicar este conceito, combinando dados de diferentes origens e gerando um novo serviço designado por mashup, um termo com origem no universo da música indicando a combinação de duas peças musicais distintas, muitas vezes de épocas e géneros também distintos, dando origem a uma nova peça musical. As aplicações “mashup” mais populares combinam informação georeferenciada, num mapa web, com informação de outras fontes (por exemplo, associar uma morada ou uma referência a um local com uma localização num mapa). A característica de qualquer utilizador poder criar este tipo de aplicações e a possibilidade de juntar informação de diferentes fontes ilustra os conceitos de simplicidade e abertura da Web 2.0 expressa na definição da Simple English Wikipedia apresentada acima. Uma lista regularmente actualizada de mashups pode ser encontrada no endereço http://www.programmableweb.com/mashups.
A Figura abaixo apresenta algumas das aplicações e serviços da Web 2.0 mais característicos da Web 1.0 e da Web 2.0 e revela a evolução de um paradigma para outro.


