Friday, September 24, 2010

Usabilidade em Websites para Crianças

Um estudo, da autoria de Jakob Nielsen, um especialista em web usability, revela alguns dados interessantes para quem desenvolve websites para crianças (de 3 a 12 anos). As plataformas de e-learning dirigidas a este público enquadram-se nos websites que devem ter as características de usabilidade que este estudo revela. O estudo teve lugar em dois momentos diferentes: o mais recente que envolveu crianças entre 3 e 12 anos, e outro realizado nove anos antes com crianças entre 6 e 11 anos. O facto de actualmente ter aumentado o tempo de exposição aos media (ver este post) e de os utilizadores serem cada vez mais novos levou a baixar a idade mínima dos participantes no estudo.

O estudo teve como ponto de partida a inexistência de informação concreta sobre os critérios a aplicar no design de websites para crianças. Estes, são muitas vezes desenhados apenas a partir de suposições sobre as necessidades deste público-alvo. Alguns dos comportamentos observados em crianças dos 6 aos 8 anos, no primeiro momento do estudo, revelam-se agora no grupo dos 3 aos 5 anos. Outra diferença entre os dois momentos do estudo é o facto de, em geral, as crianças agora evitarem, por exemplo, ler as instruções de um jogo antes de o começar a jogar, ao contrário do que acontecia há nove anos. Este facto é explicado pela maior competência digital e à-vontade na web das crianças actuais que já assumem na íntegra as características dos nativos digitais.

Algumas das principais conclusões:
  • As crianças tendem a reusar os mesmos métodos de navegação. Um método que revele funcionar bem numa situação é reusado noutras mesmo levando a piores resultados.
  • A segmentação deste público-alvo deve ser mais refinada: não existem apenas crianças dos 3 aos 12 anos. Devem ser considerados como diferentes os grupos etários dos 3 aos 5, dos 6 aos 8 e dos 9 aos 12.
  • As crianças a partir dos 3 anos podem navegar num website desde que este tenha sido desenhado para o nível etário dos 3 aos 5 anos.
  • A capacidade de um criança tirar partido de um website depende da sua experiência anterior. O uso da Internet a partir dos 3 anos deve ser incentivado desde que não passem demasiado tempo com o computador.
  • As crianças a partir do 7 anos revelam já capacidades de navegação razoavelmente avançadas.
  • As crianças não têm a percepção da natureza comercial de muitos websites e não identificam a publicidade como tal.
Outros resultados interessantes são as dificuldades sentidas pelas crianças mais novas no uso do rato e a escrever usando o teclado, assim como o evitar do recurso ao scroll. Estas limitações já não se verificam nas crianças mais velhas.

São também comparados os comportamentos das crianças e dos adultos no que diz respeito à navegação num website.

O relatório completo deste estudo (Usability of Websites for Children:
 Design Guidelines for Targeting Users Aged 3–12 Years) está disponível para download por 188 USD. Existe um estudo idêntico com adolescentes (Teenagers on the Web:
61 Usability Guidelines for Creating Compelling Websites for Teens). Ambos os estudos incidem sobre um público que Don Tapscott designa pela "net generation".

Apesar de as crianças e os adultos serem diferentes no que diz respeito aos critérios de usabilidade há muitos aspectos em comum que devem ser considerados, nomeadamente alguns dos critérios de usabilidade propostos por Nielsen.

E, a propósito de diferenças entre adultos e crianças,


Wednesday, September 01, 2010

Projectos E-learning (5)

O projecto SAPO Campus é um PLE (Personal Learning Environment) institucional e tem como objectivo a promoção da Web 2.0 e dos PLE num contexto institucional académico. Foi originalmente desenvolvido para aplicação na Universidade de Aveiro sendo actualmente possível a sua instalação noutras instituições de ensino superior. O projecto visa também a integração de processos de aprendizagem formais e informais assim como a aprendizagem ao longo da vida. Os alunos da instituição que instale o SAPO Campus têm acesso a um espaço pessoal de aprendizagem que integra as aplicações habituais da Web 2.0 (blogues, wikis, etc).


Os destinatários deste projecto são as instituições de ensino superior. O projecto é promovido pela Universidade de Aveiro com o apoio de empresas como a Sapo.pt e a TMN.

Thursday, August 26, 2010

Projectos E-learning (4)

O Projecto Wikisaber é um portal educativo, com origem em Espanha, dedicado ao ensino e aprendizagem colaborativos.

Trata-se de um portal de acesso gratuito, destinado a pais, educadores e crianças do ensino obrigatório. O portal tem como objectivo a partilha de conhecimento e a disponibilização de conteúdos de qualidade recorrendo a ferramentas da Web 2.0. Com estas ferramentas, integradas no portal, é possível criar, editar e publicar conteúdos. O registo no portal é obrigatório. O portal pretende ser um espaço internacional, centrado nas comunidades de língua portuguesa e de língua espanhola, tendo em conta a sua dimensão (700 milhões de falantes de português e espanhol) e afinidades culturais mas procurando manter as características específicas de cada comunidade.


Os promotores do projecto são a Fundación Germán Sánchez Ruipérez e a Intel Corporation. O projecto é co-financiado por fundos europeus.

Wednesday, August 25, 2010

Ensino Superior: Oportunidades para o E-learning 2.0

Genericamente, o e-learning tem aplicação e está já presente no chamado ensino oficial, nos seus vários níveis, desde o básico ao superior, e na formação profissional. No caso do ensino superior, onde é usado há mais tempo, as novas realidades deste nível de ensino fomentam ainda mais a utilização de estratégias de e-learning e, em particular, de e-learning 2.0. O e-learning 2.0 é um termo que designa uma nova geração de e-learning que acompanhou a mudança de paradigma da Web (da Web 1.0 para a Web 2.0).

O Processo de Bolonha colocou maior responsabilidade no aluno que tem de desenvolver estratégias de aprendizagem mais autónomas. O incremento dos alunos trabalhadores-estudantes, os estudantes que acedem pelo regime especial para maiores de 23 anos, o aumento da oferta de cursos em regime pós-laboral, entre outras mudanças, alteraram o perfil tradicional do estudante do ensino superior. Os sistemas de e-learning podem aqui desempenhar um papel de relevo, encontrando um público mais maduro e motivado mas também com mais restrições de horário e de mobilidade. Muitos destes estudantes exercem já actividades profissionais e convivem já com a formação profissional em e-learning.

Por outro lado, uma das desvantagens do e-learning não presencial, a ausência de interactividade social física, é também mitigada para este tipo de públicos. De facto, para um perfil de aluno com dificuldade em assegurar uma assiduidade regular e com dificuldades em conciliar a vida escolar com a vida profissional e familiar, a socialização no contexto académico é de difícil concretização. Pelas mesmas razões, o acompanhamento dos conteúdos leccionados e participação em propostas de trabalho pode ser igualmente limitada ou exigindo um grande esforço pessoal e métodos de trabalho muito disciplinados. O ensino apoiado por sistemas de e-learning permite, por outro lado, o contacto regular com os conteúdos curriculares, complementando o acesso presencial com o acesso à distância e/ou assíncrono. A socialização no contexto da comunidade escolar, assim como a realização de trabalhos de grupos e a participação em grupos de estudo pode igualmente ocorrer através do uso de diversas ferramentas sociais e de comunicação (que provavelmente muitos já usam para fins lúdicos ou profissionais). Eventualmente, essa socialização, apesar de poder ter uma menor expressão a nível presencial pode revelar-se como uma experiência mais profunda, que ocorre para além dos espaços físicos e dos horários da escola.

Os sistemas de e-learning podem ainda contribuir para a ligação dos ex-alunos às suas escolas através da frequência de pós-graduações ou outros cursos neste regime assegurando a sua formação ao longo da vida. As redes sociais são também uma forma de manter uma comunidade activa de antigos alunos.

Tuesday, August 24, 2010

Experiências de t-learning

O t-learning (TV-based interactive learning) consiste na utilização de conteúdos interactivos com base na televisão. Esta designação é associada ao resultado conseguido com os materiais de formação interactiva, os conteúdos e os serviços que usam um descodificador digital. O t-learning baseia-se nas potencialidades oferecidas pela TDT (Televisão Digital Terrestre). Os sistemas de t-learning procuram atingir audiências mais vastas do que aquelas abrangidas pelos sistemas de e-learning tradicionais, baseados no Internet. Pretende-se desta forma chegar a públicos que, por razões diversas, não possuem computador nem ligação à Internet mas que possuem televisão. Entre outros objectivos, os sistemas de t-learning procuram resolver situações de inclusão social.

A este propósito é de destacar o projecto "Ensino à Distância Via Televisão Digital", recentemente anunciado no Portal do Cidadão. A iniciativa cabe à Universidade Aberta com o apoio da AMA (Agência para a Modernização Administrativa). O projecto tem como objectivo "criar soluções de comunicação integradas e redes de relação e partilha de conhecimento através de serviços com tecnologias multicanal para atendimento e comunicação, nomeadamente via televisão digital". A notícia no Portal do Cidadão destaca ainda que o "... recurso à televisão digital visa potencializar o Ensino à Distância (EaD) como medida de inclusão social e democratização da informação" e prevê a "... utilização do Cartão de Cidadão como meio de autenticação do utilizador". Em concreto, sabe-se ainda pouco sobre os resultados concretos que o projecto pretende atingir e quais os públicos-alvo.

Mais concretizado, em termos de objectivos, está o projecto BEACON (Consórcio Euro-Brasil para serviços TDT) que apresenta os seguintes:
  • "o desenvolvimento da interoperabilidade entre as normas da TDT Europeia (DVB) e da TDT do Brasil (SBTVD)
  • o estudo duma metodologia para aprendizagem à distância através da televisão digital;
  • a prestação de serviços t-learning para inclusão social em São Paulo, no Brasil."
Infelizmente as referências a este projecto são escassas e há pouca informação sobre o seu grau de concretização.



Monday, August 23, 2010

Projectos E-Learning (3)

O Projecto VIRQUAL (Network for integrating Virtual Mobility and European Qualification Framework in HE/CE Institutions), financiado pela União Europeia, constitui-se como uma comunidade de prática com membros institucionais. A rede de instituições promotoras deste projecto (Consórcio de universidades e organizações do sector da educação do espaço europeu) pretendem colaborar com instituições de ensino e de formação no sentido de promover a mobilidade virtual e a garantia da implementação do quadro de qualificações europeu (EQF – European Qualifications Framework) através de e-learning. A mobilidade virtual, enquadrada no Processo de Bolonha, no contexto do ensino superior, é definida pela elearningeurope.info como a utilização das tecnologias de informação e de comunicação de forma a obter resultados idênticos à mobilidade física, eliminando assim a necessidade de viajar. Pretende-se que os resultados obtidos pela rede de instituições que promove o projecto sejam disseminados por outras instituições interessadas no sentido de fornecer orientações para a aplicação da mobilidade virtual contribuindo para o espaço de ensino europeu.


Os destinatários do projecto são instituições de ensino e de formação.

Wednesday, July 21, 2010

Projectos E-learning (2): SUMA

O Projecto SUMA, com origem em Espanha, apresenta-se como uma plataforma integrada de e-learning. O projecto teve como objectivo o desenvolvimento de uma camada de serviços e funcionalidades sobre uma plataforma LMS (Sakai ou Moodle). A plataforma desenvolvida permite que uma empresa, universidade ou outra entidade que pretenda ministrar formação em e-learning possa integrar diferentes aplicações, incluindo ferramentas da Web 2.0 e integrá-las num ambiente virtual de aprendizagem adaptado às suas necessidades concretas. É possível o desenvolvimento de novas aplicações, de forma colaborativa, que podem ser adicionadas nesta plataforma. É possível o desenvolvimento de cursos em t-learning (o resultado conseguido com os materiais de formação interactiva, os conteúdos e os serviços que usam um descodificador digital) e m-learning. A plataforma é gratuita e de código aberto. O projecto terminou a 31 de Dezembro de 2009 estando agora disponível para comercialização.


Os destinatários da plataforma desenvolvida são universidades e empresas. Os promotores do Projecto SUMA são diversos, nomeadamente, consórcios de várias empresas, organizações e universidades, como por exemplo, a Universidade de Vigo.

(ver vídeo de apresentação do projecto)

Monday, July 19, 2010

Projectos E-learning (1): escolinhas.pt

O projecto "escolinhas.pt" apresenta-se como um comunidade de escolas online. O projecto reúne num portal uma comunidade de escolas do ensino oficial, estatal e privado, promovendo a utilização efectiva das tecnologias de informação e comunicação nas práticas de ensino. O espaço de cada escola é uma representação oficial da escola real. O portal é um espaço seguro, de acesso restrito. O registo de cada escola é feito pelos seus responsáveis sendo verificada a sua autenticidade. A utilização do portal implica a atribuição de uma licença à escola que é gratuita para acesso às funcionalidades mais simples. O espaço de cada escola pode ainda ser interligado com o LMS Moodle, caso a escola já o use. Os utilizadores têm acesso a ferramentas sociais típicas da Web 2.0 mas num ambiente controlado. O projecto visa o desenvolvimento de competências digitais, o uso seguro de software social e a possibilidade de criação de portefólios digitais. O projecto encontra-se em fase de internacionalização.

Os destinatários do projecto são crianças na faixa etária dos 4 aos 12 anos de idade, os respectivos encarregados de educação, professores e responsáveis de escolas.

O "escolinhas.pt" foi desenvolvido pela empresa Tecla Colorida (resultante de um spin-off do INESC Porto – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores). A empresa conta com diversas parcerias empresariais e institucionais.

Tuesday, July 06, 2010

E-learning: Problemas em Aberto (3)

O facto de poderem existir determinadas competências que não são passíveis de serem adquiridas através de e-learning representa um desafio para aqueles que elaboram conteúdos e para os técnicos que desenvolvem as ferramentas de software. Na verdade, as matérias de natureza prática que exigem experimentação e a manipulação directa de objectos, ferramentas ou materiais colocam dificuldades consideráveis ao funcionamento em e-learning. Algumas matérias com componente laboratorial podem ser, pela sua própria natureza, facilmente leccionadas em ambiente de e-learning (p.e. o ensino da programação de computadores ou a utilização de ferramentas informáticas) mas outras não. Como leccionar em e-learning uma matéria que exige, por exemplo, a experimentação num laboratório de química? Existem soluções como os laboratórios virtuais, que são aplicações informáticas de simulação mas que dificilmente substituem a realidade física de um laboratório real. Os mundos virtuais e os ambientes de realidade aumentada poderão ter contributos importantes nesta área mas muito provavelmente existirão sempre matérias que simplesmente não poderão ser leccionadas em e-learning.

Um ponto fundamental para a continuidade do sucesso dos sistemas de e-learning tem a ver com a qualidade dos conteúdos. Os conteúdos de um curso em e-learning não se podem resumir à digitalização de materiais originalmente em suporte de papel. O e-learning exige conteúdos criativos, interactivos, capazes de envolver os alunos e validados do ponto de vista pedagógico. A criatividade é um factor essencial que os sistemas de ensino formais geralmente não valorizam. A importância da criatividade é realçada por personalidades na área da pedagogia e inovação como Ken Robinson (ver o vídeo Do Schools Kill Creativity?). O projecto “E-learning for Kids” é um exemplo da tentativa de produção e partilha de conteúdos de qualidade, dirigidos aos níveis etários mais baixos.

As ferramentas introduzidas pela Web 2.0 com o seu potencial de aplicação ao ensino levantam também uma série de questões. Será adequado usar as mesmas ferramentas para lazer e para o ensino? Basear um curso em ferramentas genéricas da Web 2.0 acarreta alguns perigos. A ferramenta pode simplesmente ser descontinuada (algumas das primeiras redes sociais já não existem) ou uma ferramenta inicialmente gratuita pode passar a ser paga limitando a sua aplicação no ensino. Um exemplo foi o que sucedeu com o serviço de redes sociais Ning. E empresa detentora desta rede anunciou em Abril de 2010 o fim do serviço gratuito quando alojava já mais de dois milhões de redes, com um forte peso no sector da educação. A solução pode passar pelo desenvolvimento de ferramentas específicas mas com as características das ferramentas genéricas da Web 2.0. É o caso da plataforma do projecto “escolinhas.pt":


Esta solução garante controlo sobre a ferramenta e sobre o seu uso, particularmente no que diz respeito a aspectos de segurança e de privacidade, e garante a sua adequação ao fim específico do ensino. Soluções de carácter mais institucional mas que procuram seguir a filosofia das ferramentas da Web 2.0 podem ser também alternativa como o projecto SAPO Campus.

A mais curto prazo verifica-se já o debate sobre o papel futuro das plataformas de e-learning tradicionais, os LMS (ver, por exemplo, o post de George Siemens, Future of Learning: LMS ou SNS?). Poderão vir a ser totalmente substituídas pelo uso integrado de ferramentas da Web 2.0 ou continuar a ser usadas mas integradas com essas ferramentas originado plataformas mais alargadas com ofertas de novas funcionalidades. É este o caminho seguido, por exemplo, no projecto SUMA. No entanto, a curto prazo não é previsível o abandono das plataformas LMS dado o elevado número de utilizadores e de instituições que delas dependem.

Certamente existem ainda outras questões e desafios que serão colocados aos sistemas de e-learning e ao ensino em geral. A forma como essas questões serão resolvidas e abordadas está directamente relacionada com o que se perspectiva que será o e-learning no futuro e como irão evoluir as tecnologias associadas.

Sobre o impacto que a tecnologia, e em particular a Internet, tem sobre as pessoas, em especial sobre a “net generation” (ver este post), ou seja, a forma como irá afectar o desenvolvimento futuro de todos aqueles que já nasceram num mundo imerso em tecnologia, fica a visão de Tim Berners-Lee que defende que a questão vai para além da tecnologia em si: “ … And you can’t just think about computer sciences, you need a psychologist to do an analysis of the child, you need sociologists to look at the types of culture that is being produced, then you need a philosopher to ask whether that is a good thing.” .

Friday, July 02, 2010

E-learning: Problemas em Aberto (2)

Outra questão que assume particular importância e de natureza mais operacional tem a ver com a avaliação de conhecimentos e a validação de competências nos sistemas de e-learning. A credibilização destes sistemas passa pela definição de processos de avaliação que ofereçam as mesmas garantias do sistemas de ensino e de formação tradicionais. A validação de competências adquiridas através da formação em e-learning, sobretudo quando existir uma forte componente à distancia, deverá garantir o mesmo valor comparativamente com a formação tradicional presencial. Eventualmente, existirão competências que nunca poderão ser adquiridas através de e-learning. Alguns dos problemas levantados neste âmbito integram linhas de investigação do projecto VIRQUAL. A validação de competências, o desenvolvimento da literacia digital e a criação de uma reputação digital são também alvo de projectos como o ETT Campus.