Wednesday, August 25, 2010

Ensino Superior: Oportunidades para o E-learning 2.0

Genericamente, o e-learning tem aplicação e está já presente no chamado ensino oficial, nos seus vários níveis, desde o básico ao superior, e na formação profissional. No caso do ensino superior, onde é usado há mais tempo, as novas realidades deste nível de ensino fomentam ainda mais a utilização de estratégias de e-learning e, em particular, de e-learning 2.0. O e-learning 2.0 é um termo que designa uma nova geração de e-learning que acompanhou a mudança de paradigma da Web (da Web 1.0 para a Web 2.0).

O Processo de Bolonha colocou maior responsabilidade no aluno que tem de desenvolver estratégias de aprendizagem mais autónomas. O incremento dos alunos trabalhadores-estudantes, os estudantes que acedem pelo regime especial para maiores de 23 anos, o aumento da oferta de cursos em regime pós-laboral, entre outras mudanças, alteraram o perfil tradicional do estudante do ensino superior. Os sistemas de e-learning podem aqui desempenhar um papel de relevo, encontrando um público mais maduro e motivado mas também com mais restrições de horário e de mobilidade. Muitos destes estudantes exercem já actividades profissionais e convivem já com a formação profissional em e-learning.

Por outro lado, uma das desvantagens do e-learning não presencial, a ausência de interactividade social física, é também mitigada para este tipo de públicos. De facto, para um perfil de aluno com dificuldade em assegurar uma assiduidade regular e com dificuldades em conciliar a vida escolar com a vida profissional e familiar, a socialização no contexto académico é de difícil concretização. Pelas mesmas razões, o acompanhamento dos conteúdos leccionados e participação em propostas de trabalho pode ser igualmente limitada ou exigindo um grande esforço pessoal e métodos de trabalho muito disciplinados. O ensino apoiado por sistemas de e-learning permite, por outro lado, o contacto regular com os conteúdos curriculares, complementando o acesso presencial com o acesso à distância e/ou assíncrono. A socialização no contexto da comunidade escolar, assim como a realização de trabalhos de grupos e a participação em grupos de estudo pode igualmente ocorrer através do uso de diversas ferramentas sociais e de comunicação (que provavelmente muitos já usam para fins lúdicos ou profissionais). Eventualmente, essa socialização, apesar de poder ter uma menor expressão a nível presencial pode revelar-se como uma experiência mais profunda, que ocorre para além dos espaços físicos e dos horários da escola.

Os sistemas de e-learning podem ainda contribuir para a ligação dos ex-alunos às suas escolas através da frequência de pós-graduações ou outros cursos neste regime assegurando a sua formação ao longo da vida. As redes sociais são também uma forma de manter uma comunidade activa de antigos alunos.

Tuesday, August 24, 2010

Experiências de t-learning

O t-learning (TV-based interactive learning) consiste na utilização de conteúdos interactivos com base na televisão. Esta designação é associada ao resultado conseguido com os materiais de formação interactiva, os conteúdos e os serviços que usam um descodificador digital. O t-learning baseia-se nas potencialidades oferecidas pela TDT (Televisão Digital Terrestre). Os sistemas de t-learning procuram atingir audiências mais vastas do que aquelas abrangidas pelos sistemas de e-learning tradicionais, baseados no Internet. Pretende-se desta forma chegar a públicos que, por razões diversas, não possuem computador nem ligação à Internet mas que possuem televisão. Entre outros objectivos, os sistemas de t-learning procuram resolver situações de inclusão social.

A este propósito é de destacar o projecto "Ensino à Distância Via Televisão Digital", recentemente anunciado no Portal do Cidadão. A iniciativa cabe à Universidade Aberta com o apoio da AMA (Agência para a Modernização Administrativa). O projecto tem como objectivo "criar soluções de comunicação integradas e redes de relação e partilha de conhecimento através de serviços com tecnologias multicanal para atendimento e comunicação, nomeadamente via televisão digital". A notícia no Portal do Cidadão destaca ainda que o "... recurso à televisão digital visa potencializar o Ensino à Distância (EaD) como medida de inclusão social e democratização da informação" e prevê a "... utilização do Cartão de Cidadão como meio de autenticação do utilizador". Em concreto, sabe-se ainda pouco sobre os resultados concretos que o projecto pretende atingir e quais os públicos-alvo.

Mais concretizado, em termos de objectivos, está o projecto BEACON (Consórcio Euro-Brasil para serviços TDT) que apresenta os seguintes:
  • "o desenvolvimento da interoperabilidade entre as normas da TDT Europeia (DVB) e da TDT do Brasil (SBTVD)
  • o estudo duma metodologia para aprendizagem à distância através da televisão digital;
  • a prestação de serviços t-learning para inclusão social em São Paulo, no Brasil."
Infelizmente as referências a este projecto são escassas e há pouca informação sobre o seu grau de concretização.



Monday, August 23, 2010

Projectos E-Learning (3)

O Projecto VIRQUAL (Network for integrating Virtual Mobility and European Qualification Framework in HE/CE Institutions), financiado pela União Europeia, constitui-se como uma comunidade de prática com membros institucionais. A rede de instituições promotoras deste projecto (Consórcio de universidades e organizações do sector da educação do espaço europeu) pretendem colaborar com instituições de ensino e de formação no sentido de promover a mobilidade virtual e a garantia da implementação do quadro de qualificações europeu (EQF – European Qualifications Framework) através de e-learning. A mobilidade virtual, enquadrada no Processo de Bolonha, no contexto do ensino superior, é definida pela elearningeurope.info como a utilização das tecnologias de informação e de comunicação de forma a obter resultados idênticos à mobilidade física, eliminando assim a necessidade de viajar. Pretende-se que os resultados obtidos pela rede de instituições que promove o projecto sejam disseminados por outras instituições interessadas no sentido de fornecer orientações para a aplicação da mobilidade virtual contribuindo para o espaço de ensino europeu.


Os destinatários do projecto são instituições de ensino e de formação.

Wednesday, July 21, 2010

Projectos E-learning (2): SUMA

O Projecto SUMA, com origem em Espanha, apresenta-se como uma plataforma integrada de e-learning. O projecto teve como objectivo o desenvolvimento de uma camada de serviços e funcionalidades sobre uma plataforma LMS (Sakai ou Moodle). A plataforma desenvolvida permite que uma empresa, universidade ou outra entidade que pretenda ministrar formação em e-learning possa integrar diferentes aplicações, incluindo ferramentas da Web 2.0 e integrá-las num ambiente virtual de aprendizagem adaptado às suas necessidades concretas. É possível o desenvolvimento de novas aplicações, de forma colaborativa, que podem ser adicionadas nesta plataforma. É possível o desenvolvimento de cursos em t-learning (o resultado conseguido com os materiais de formação interactiva, os conteúdos e os serviços que usam um descodificador digital) e m-learning. A plataforma é gratuita e de código aberto. O projecto terminou a 31 de Dezembro de 2009 estando agora disponível para comercialização.


Os destinatários da plataforma desenvolvida são universidades e empresas. Os promotores do Projecto SUMA são diversos, nomeadamente, consórcios de várias empresas, organizações e universidades, como por exemplo, a Universidade de Vigo.

(ver vídeo de apresentação do projecto)

Monday, July 19, 2010

Projectos E-learning (1): escolinhas.pt

O projecto "escolinhas.pt" apresenta-se como um comunidade de escolas online. O projecto reúne num portal uma comunidade de escolas do ensino oficial, estatal e privado, promovendo a utilização efectiva das tecnologias de informação e comunicação nas práticas de ensino. O espaço de cada escola é uma representação oficial da escola real. O portal é um espaço seguro, de acesso restrito. O registo de cada escola é feito pelos seus responsáveis sendo verificada a sua autenticidade. A utilização do portal implica a atribuição de uma licença à escola que é gratuita para acesso às funcionalidades mais simples. O espaço de cada escola pode ainda ser interligado com o LMS Moodle, caso a escola já o use. Os utilizadores têm acesso a ferramentas sociais típicas da Web 2.0 mas num ambiente controlado. O projecto visa o desenvolvimento de competências digitais, o uso seguro de software social e a possibilidade de criação de portefólios digitais. O projecto encontra-se em fase de internacionalização.

Os destinatários do projecto são crianças na faixa etária dos 4 aos 12 anos de idade, os respectivos encarregados de educação, professores e responsáveis de escolas.

O "escolinhas.pt" foi desenvolvido pela empresa Tecla Colorida (resultante de um spin-off do INESC Porto – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores). A empresa conta com diversas parcerias empresariais e institucionais.

Tuesday, July 06, 2010

E-learning: Problemas em Aberto (3)

O facto de poderem existir determinadas competências que não são passíveis de serem adquiridas através de e-learning representa um desafio para aqueles que elaboram conteúdos e para os técnicos que desenvolvem as ferramentas de software. Na verdade, as matérias de natureza prática que exigem experimentação e a manipulação directa de objectos, ferramentas ou materiais colocam dificuldades consideráveis ao funcionamento em e-learning. Algumas matérias com componente laboratorial podem ser, pela sua própria natureza, facilmente leccionadas em ambiente de e-learning (p.e. o ensino da programação de computadores ou a utilização de ferramentas informáticas) mas outras não. Como leccionar em e-learning uma matéria que exige, por exemplo, a experimentação num laboratório de química? Existem soluções como os laboratórios virtuais, que são aplicações informáticas de simulação mas que dificilmente substituem a realidade física de um laboratório real. Os mundos virtuais e os ambientes de realidade aumentada poderão ter contributos importantes nesta área mas muito provavelmente existirão sempre matérias que simplesmente não poderão ser leccionadas em e-learning.

Um ponto fundamental para a continuidade do sucesso dos sistemas de e-learning tem a ver com a qualidade dos conteúdos. Os conteúdos de um curso em e-learning não se podem resumir à digitalização de materiais originalmente em suporte de papel. O e-learning exige conteúdos criativos, interactivos, capazes de envolver os alunos e validados do ponto de vista pedagógico. A criatividade é um factor essencial que os sistemas de ensino formais geralmente não valorizam. A importância da criatividade é realçada por personalidades na área da pedagogia e inovação como Ken Robinson (ver o vídeo Do Schools Kill Creativity?). O projecto “E-learning for Kids” é um exemplo da tentativa de produção e partilha de conteúdos de qualidade, dirigidos aos níveis etários mais baixos.

As ferramentas introduzidas pela Web 2.0 com o seu potencial de aplicação ao ensino levantam também uma série de questões. Será adequado usar as mesmas ferramentas para lazer e para o ensino? Basear um curso em ferramentas genéricas da Web 2.0 acarreta alguns perigos. A ferramenta pode simplesmente ser descontinuada (algumas das primeiras redes sociais já não existem) ou uma ferramenta inicialmente gratuita pode passar a ser paga limitando a sua aplicação no ensino. Um exemplo foi o que sucedeu com o serviço de redes sociais Ning. E empresa detentora desta rede anunciou em Abril de 2010 o fim do serviço gratuito quando alojava já mais de dois milhões de redes, com um forte peso no sector da educação. A solução pode passar pelo desenvolvimento de ferramentas específicas mas com as características das ferramentas genéricas da Web 2.0. É o caso da plataforma do projecto “escolinhas.pt":


Esta solução garante controlo sobre a ferramenta e sobre o seu uso, particularmente no que diz respeito a aspectos de segurança e de privacidade, e garante a sua adequação ao fim específico do ensino. Soluções de carácter mais institucional mas que procuram seguir a filosofia das ferramentas da Web 2.0 podem ser também alternativa como o projecto SAPO Campus.

A mais curto prazo verifica-se já o debate sobre o papel futuro das plataformas de e-learning tradicionais, os LMS (ver, por exemplo, o post de George Siemens, Future of Learning: LMS ou SNS?). Poderão vir a ser totalmente substituídas pelo uso integrado de ferramentas da Web 2.0 ou continuar a ser usadas mas integradas com essas ferramentas originado plataformas mais alargadas com ofertas de novas funcionalidades. É este o caminho seguido, por exemplo, no projecto SUMA. No entanto, a curto prazo não é previsível o abandono das plataformas LMS dado o elevado número de utilizadores e de instituições que delas dependem.

Certamente existem ainda outras questões e desafios que serão colocados aos sistemas de e-learning e ao ensino em geral. A forma como essas questões serão resolvidas e abordadas está directamente relacionada com o que se perspectiva que será o e-learning no futuro e como irão evoluir as tecnologias associadas.

Sobre o impacto que a tecnologia, e em particular a Internet, tem sobre as pessoas, em especial sobre a “net generation” (ver este post), ou seja, a forma como irá afectar o desenvolvimento futuro de todos aqueles que já nasceram num mundo imerso em tecnologia, fica a visão de Tim Berners-Lee que defende que a questão vai para além da tecnologia em si: “ … And you can’t just think about computer sciences, you need a psychologist to do an analysis of the child, you need sociologists to look at the types of culture that is being produced, then you need a philosopher to ask whether that is a good thing.” .

Friday, July 02, 2010

E-learning: Problemas em Aberto (2)

Outra questão que assume particular importância e de natureza mais operacional tem a ver com a avaliação de conhecimentos e a validação de competências nos sistemas de e-learning. A credibilização destes sistemas passa pela definição de processos de avaliação que ofereçam as mesmas garantias do sistemas de ensino e de formação tradicionais. A validação de competências adquiridas através da formação em e-learning, sobretudo quando existir uma forte componente à distancia, deverá garantir o mesmo valor comparativamente com a formação tradicional presencial. Eventualmente, existirão competências que nunca poderão ser adquiridas através de e-learning. Alguns dos problemas levantados neste âmbito integram linhas de investigação do projecto VIRQUAL. A validação de competências, o desenvolvimento da literacia digital e a criação de uma reputação digital são também alvo de projectos como o ETT Campus.

Wednesday, June 30, 2010

E-learning: Problemas em Aberto (1)

A evolução verificada no e-learning nos anos mais recentes, influenciada pelo desenvolvimento das redes de comunicação e pelas ferramentas sociais da Web 2.0, produziu já resultados. Há ainda diversas questões por resolver que são debatidas pela comunidade do e-learning. Algumas dessas questões são de natureza técnica, outras têm uma envolvente essencialmente pedagógica e de adaptação dos métodos de ensino e outras reflectem preocupações presentes na sociedade em geral.

Talvez a primeira questão a colocar seja o facto da informação, os factos conhecidos actualmente cujo número cresce exponencialmente, atingir uma dimensão tal que já não é possível lidar com essa informação da forma que foi seguida até final do século XX. Conhecer e memorizar um determinado conjunto de factos era suficiente para desenvolver as competências necessárias para desempenhar um papel útil numa sociedade essencialmente industrial (ver o post de Stephen Downes, An Operating System for the Mind). Era esse o papel dos sistemas de ensino. O que se passa actualmente é que os factos conhecidos são em número muito superior, mudam rapidamente, são facilmente acessíveis e em muitos casos chegam sem terem sido explicitamente pedidos ou procurados.

As competências exigidas actualmente são também mais vastas. Entre essas competências há uma que é essencial: a capacidade de filtrar a informação. Alguns factos são mais importantes do que outros e mesmo muitos deles podem não ser correctos. A capacidade de encontrar os factos relevantes será uma competência essencial e que poderá substituir a capacidade de simplesmente memorizar os factos relevantes. A memorização de factos continuará a ser importante, por razões diversas, mas a análise crítica desses factos, a capacidade de os relacionar e de agir de forma consequente será um factor crítico num mundo em mudança no qual valores dados por adquiridos por vezes deixam de o ser. A tecnologia é excelente em transmitir e apresentar a informação. A dificuldade é saber como filtrar essa informação e discernir o que é importante para ser aprendido e conhecido. Este será um desafio colocado a todos os intervenientes nos sistemas de ensino.

O excesso de informação poderá mesmo ser contraproducente. Esta preocupação está presente já na sociedade actual. Atente-se na afirmação seguinte do presidente dos EUA num discurso dirigido a estudantes universitários: "You're coming of age in a 24/7 media environment that bombards us with all kinds of content and exposes us to all kinds of arguments, some of which don't always rank all that high on the truth meter … With iPods and iPads and Xboxes and PlayStations - none of which I know how to work - information becomes a distraction, a diversion, a form of entertainment, rather than a tool of empowerment, rather than the means of emancipation." (ver este post).

Tuesday, June 22, 2010

Competências para o Século XXI

Para além das condicionantes impostas pela tecnologia, o futuro da educação e das ferramentas que auxiliarão os processos de ensino e aprendizagem, dependerão do que as sociedades exigirem no futuro. O que que se pretende que uma pessoa saiba, ou seja, qual será o significado de ser uma pessoa instruída no século XXI ? Quais as competências que serão exigidas e quais os melhores processos para as adquirir? Como é que uma sociedade ou comunidade se deverá preparar para competir num mundo global onde a informação é um bem de acesso livre? Qual deverá ser o posicionamento das instituições de ensino e qual será o papel dos professores?

As respostas às questões anteriores irão condicionar os processos de ensino e de aprendizagem, a organização das escolas, os currículos e, obviamente, as ferramentas de apoio aos processos de ensino e de aprendizagem. Os sistemas de e-learning, enquanto ferramentas de apoio ao ensino/aprendizagem evoluirão não só em função do desenvolvimento tecnológico mas também em função do que as sociedades considerarem que deve ser o processo de formação das pessoas que as constituem.

Na perspectiva de George Siemens saber algo é estar posicionado numa rede, de tal forma que seja possível o acesso imediato à informação que precisamos em diferentes contextos (“to know means to be positioned in a network in such a way as to have ready access to what we need in varying contexts.”). Para Alvin Toffler, os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não souberem ler nem escrever mas aqueles que não souberem aprender, desaprender e voltar a aprender ("The illiterate of the 21st century will not be those who cannot read and write, but those who cannot learn, unlearn, and relearn.”). Estas duas perspectivas sintetizam duas ideias fundamentais: a informação deixou de ser um bem escasso e a chave será possuir as competências necessárias para aceder a essa informação, existente numa rede inteligente de conhecimento colectivo partilhado; por outro lado, a informação e o conhecimento evoluem a um ritmo muito rápido pelo que cada um de nós não poderá dar por adquirido para sempre o conhecimento que obtém num dado momento mas sim estar preparado para uma actualização permanente e para a busca de novo conhecimento ao longo da vida.

Tuesday, June 15, 2010

m-learning e o iPad

A computação móvel surge mencionada tanto no Horizon Report de 2009 como na edição de 2010 (ver este post). Na realidade verifica-se uma tendência para utilização em cada vez maior escala de equipamentos móveis. O m-learning é apontado por muitos (não há um consenso absoluto, havendo também quem preveja o seu fim) como uma das tendências futuras mais promissoras. Os equipamentos móveis são já muito mais do que os primeiros e simples equipamentos usados para comunicações de voz. O sucesso do lançamento de equipamentos como o iPad da Apple com uma adesão entusiástica de muitos utilizadores revela o potencial deste tipo de dispositivos. Com tão grande sucesso na sociedade em geral, a sua adopção no campo da educação deverá ser um passo natural e óbvio. Algumas instituições de ensino superior já estão conscientes deste potencial como é o caso da Seton Hill University que pretende distribuir estes equipamentos aos seus alunos (ver a figura abaixo) já no ano lectivo de 2010/2011. Como é óbvio, as aplicações já começaram a aparecer. As discussões sobre o uso do iPad no ensino também já estão aí (ver, por exemplo, Apple's iPad: What does it offer for e-Learning? ou Apple iPad Disappoints eLearning Industry). Uma das maiores desvantagens apontadas é o facto de não suportar Flash.